Tecnologia patenteada · OWC Múltiplas

Como a HACE transforma ondas em eletricidade

Do princípio físico ao módulo implantado no mar — tudo o que precisa saber sobre a tecnologia.

Um motor a pistão alimentado pelas ondas

Baseado no princípio das Colunas de Água Oscilantes Múltiplas (OWC), a HACE converte a ondulação em um fluxo de ar contínuo que aciona uma turbina geradora de eletricidade.

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Captação

A ondulação entra por baixo do módulo, em câmaras abertas. A partir de apenas 5 cm de altura de onda.

02

Compressão

Válvulas unidirecionais convertem o movimento oscilatório em um fluxo de ar contínuo em uma única direção.

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Turbina a seco

O fluxo de ar aciona uma turbina fora da água, protegida da água salgada. Manutenção sem mergulhadores.

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Eletricidade

A eletricidade é injetada na rede via cabo submarino, ou utilizada no local para produzir hidrogênio.

1 MW
Potência nominal
9 MW
Potência teórica
2 000 m²
Superfície de captação
< 5 m
Acima da água

Por que funciona — os números

Proporção 9:1 — a chave do fator de capacidade

A turbina é dimensionada para 1 MW enquanto o sistema pode teoricamente produzir 9 MW. Resultado: a turbina opera constantemente em saturação, independentemente das condições do mar. É essa proporção que gera um fator de capacidade de 50 a 90%.

Espectro completo de ondulação

HACE opera em todo o espectro de ondulação — de 5 cm a mais de 30 m. Cada módulo é projetado sob medida para as condições específicas do seu local, maximizando a energia captada durante todo o ano.

Pegada de carbono — < 3g CO₂eq/kWh

Sobre o ciclo de vida completo. Comparação: solar ~40g, eólica offshore ~11g, nuclear ~6g. HACE alcança esse resultado graças a uma construção em aço 95% reciclável, sem concreto, sem fundação.

Vida útil > 50 anos

Validada por cálculos e simulações numéricas. Sem peças móveis submersas. Resistência a ciclones, ondas gigantes e tsunamis. A turbina, única peça mecânica, é acessível a seco — peças com menos de 25 kg.

Pourquoi les houlomoteurs échouent.
Et pourquoi HACE réussit.

Três rupturas fundamentais que mudam a equação econômica da energia das ondas.

Rentabilidade

O problema

Os conversores de energia das ondas atuais adaptam-se mal às diferentes condições de ondulação. Dimensionados para uma faixa estreita, subproduzem com mar calmo e desligam-se com mar forte. Resultado: um fator de capacidade baixo e um custo de energia que nunca diminui.

Rentabilidade

A resposta HACE

Cada sistema é projetado sob medida para o seu local, a fim de maximizar o fator de capacidade. Esta é a chave do sucesso econômico. O baixo custo da eletricidade é a consequência direta dessa abordagem.

Intermitência

O problema

A intermitência é o calcanhar de Aquiles de todas as energias renováveis: solar, eólica e conversores de energia das ondas atuais param ou entram em modo de proteção assim que as condições saem da sua faixa de operação. Cada hora de parada reduz o fator de capacidade e torna o modelo econômico insustentável.

Intermitência

A resposta HACE

HACE produz nas piores condições: ciclones, ondas gigantes, tsunamis. Quanto mais forte o mar, maior a produção. O sistema é inafundável e projetado para durar mais de 50 anos.

Industrializabilidade

O problema

A complexidade de alguns conversores de energia das ondas impede a implantação em massa. Eles exigem recursos pesados e caros — guindastes de grande capacidade, navios especializados, componentes sob medida.

Industrializabilidade

A resposta HACE

HACE pode ser fabricado em qualquer estaleiro, sem equipamentos pesados. Colunas de água oscilantes em aço padrão, abordagem industrial de produção em massa. Mais de 95% reciclável.

Arquitetura modular — do MW ao GW

Um módulo unitário de 1 MW nominal. Escalável em linha ou em configuração escalonada até ao gigawatt.

Módulo unitário
1 MW nominal · 9 MW teórico

Superfície de captação de 2 000 m². Menos de 5 m acima da água. Instalação sem fundação de concreto.

Em linha
10–100 MW · configuração costeira

Módulos alinhados perpendicularmente à ondulação dominante. Ideal para fachadas atlânticas e portos.

Configuração escalonada
100 MW – vários GW

Configuração em chevron maximizando a captação. Duplo efeito de quebra-mar. Proteção costeira integrada.

Três gerações — resultados completos

Dez anos de testes progressivos, do lago ao Atlântico. Cada protótipo valida uma etapa adicional.

2016

Protótipo 1 — Lago

Validação do princípio OWC em água calma. Confirmação do fluxo de ar contínuo por válvulas unidirecionais. Primeiro demonstrador funcional do conceito de conversão oscilante múltipla.

Princípio validado · Fluxo contínuo confirmado
2019

Protótipo 2 — Mar aberto

Primeiro ensaio em mar aberto. Validação da resistência à ondulação real e da produção elétrica em condições marinhas. Confirmação da robustez estrutural em condições variáveis.

Resistência no mar · Produção elétrica real · Robustez confirmada
2023

Protótipo 3 — Atlântico

Módulo em escala 1/10 implantado no Atlântico. Turbina operando a plena potência com mar calmo (5 cm de ondulação visível). Resistência validada com mar forte. Proporção 9:1 confirmada em condições reais.

5 cm bastam · Plena potência validada · Mar forte resistido · Proporção 9:1 confirmada

Perguntas técnicas

A OWC (Coluna de Água Oscilante) é uma câmara semi-submersa aberta ao mar pela parte inferior. A ondulação faz a água interior subir e descer, comprimindo e descomprimindo o ar acima. Válvulas unidirecionais convertem esse movimento alternado em um fluxo de ar contínuo em uma única direção, que aciona uma turbina convencional.

O fator de capacidade é a relação entre a energia realmente produzida e a energia máxima teórica. HACE atinge 50–90% graças à proporção 9:1: a turbina é dimensionada para 1 MW enquanto o sistema pode teoricamente produzir 9. A turbina opera portanto constantemente em saturação, mesmo com ondulação leve. A eólica offshore atinge no máximo 25–35%.

HACE utiliza ancoragens flexíveis (correntes ou cabos) que permitem movimento controlado com a ondulação. Sem fundação de concreto, sem perfuração do fundo marinho. As ancoragens são biodinamizantes — favorecem a colonização marinha sem poluição.

Aço padrão (disponível em qualquer estaleiro do mundo), 95% reciclável em fim de vida. Zero concreto. Zero fluido hidráulico poluente. Zero terras raras. A turbina é a única peça mecânica significativa — acessível a seco, peças com menos de 25 kg, manutenção por equipe de barco de serviço padrão.

Via cabo submarino padrão. A eletricidade produzida pela turbina é condicionada a bordo do módulo (conversor AC/DC), depois transmitida ao ponto de conexão em terra. A produção também pode alimentar diretamente um eletrolisador no mar para produzir hidrogênio.